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Empresas portuguesas ganham ferramenta para medir a circularidade

Desde março de 2021, as empresas portuguesas têm uma versão nacional dos Indicadores de Transição Circular, lançada pelo BCSD Portugal.

Contas Organizadas · 2 min de leitura · atualizado a

Artigo de março de 2021. A ferramenta CTI já teve versões mais recentes e os dados de circularidade citados são de 2020.

Reaproveitar materiais, reduzir desperdícios e usar melhor a água e a energia interessa a qualquer empresa, seja uma fábrica, uma loja ou um restaurante. O difícil costuma ser o primeiro passo: perceber até que ponto o negócio já funciona de forma circular e onde pode melhorar. Em março de 2021, passou a existir uma versão portuguesa de uma ferramenta pensada para isso.

O que é e quem a lançou

Chama-se Indicadores de Transição Circular V2.0 e foi criada pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), em conjunto com mais de 30 empresas-membro. A adaptação ao nosso país ficou a cargo do BCSD Portugal, que a apresentou a 16 de março de 2021.

A versão nacional inclui os casos de estudo de três empresas que participaram no projeto-piloto da ferramenta online CTI Tool: a Galp, a Efacec e a Lipor.

Para que serve

A empresa faz uma autoavaliação com base num conjunto de indicadores, que mostra quanto do negócio e dos processos de produção pode seguir uma lógica de economia circular. Com esse retrato, consegue medir o seu grau de circularidade, fixar metas de melhoria e acompanhar a evolução.

Segundo o BCSD Portugal, a ferramenta foi pensada por empresas e para empresas, serve qualquer setor de atividade e vem somar-se ao trabalho que as empresas já fazem na área da sustentabilidade. A versão 2.0 inclui ainda indicadores sobre a circularidade da água e sobre o desempenho financeiro, além de orientações para a bioeconomia.

João Meneses, secretário-geral do BCSD Portugal, destaca que a ferramenta pode "proporcionar às empresas um meio para realizarem a autoavaliação, a monitorização e a comunicação do seu desempenho circular de uma forma estruturada e eficaz".

Porque é que o tema ganhou peso

A ferramenta foi pensada para as empresas portuguesas que querem adotar práticas mais circulares. E há muito caminho pela frente: as estimativas apontam para uma economia mundial apenas 8,6% circular e, na economia europeia, só 12% dos materiais e recursos secundários voltam a ser aproveitados.

O projeto acompanha o Plano de Ação para a Economia Circular, que a Comissão Europeia apresentou em 2020 e que assenta no Pacto Ecológico Europeu.

Um bom ponto de partida

Se a sua empresa quer saber quanto do que faz já é circular, ou precisa de mostrar esse esforço a clientes, bancos ou parceiros, esta ferramenta é um bom começo. Se tiver dúvidas sobre como integrar estes indicadores na gestão do negócio, a equipa da Contas Organizadas pode ajudar.

Com base na notícia publicada pela [PME Magazine](https://pmemagazine.sapo.pt/portugal-lanca-indicadores-de-transicao-circular/) e no comunicado do BCSD Portugal.

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Este artigo é informativo e reflete a legislação à data de publicação. Não dispensa a análise do seu caso concreto.